A nova terminologia foi estabelecida pela Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, proclamada pela ONU em 2006, que dispõe:
“Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interações com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas”
Não há problemas em dizer que elas tem deficiência, quando de fato há. O que não é aceitável, é identificá-las pela deficiência, criando estigmas e preconceitos em torno delas.
Pessoa com Deficiência foi a maneira convencionada para se referir a estas pessoas de maneira humanizada, afastando entendimentos pejorativos ou que as inferiorizam, reduzindo os efeitos negativos que recaem sobre elas.
Expressões como “portadores de deficiência” ou “portadores de necessidade especial” não se usam mais. O ”portador” passa ideia de algo temporário, algo que se carrega e que se tem a escolha de “não portar” mais. Também, nem sempre a pessoa com deficiência tem alguma necessidade especial.
Enquanto surdo serve para designar quem tem a perda total da audição, a pessoa com deficiência auditiva, é aquela que possui algum grau de comprometimento na escuta.
Jessilane explicava aos outros participantes que, ainda que a pessoa tenha a perda total de audição e exista a relação entre a audição e fala, ela pode aprender a linguagem oral e vocalizar sons ou a língua de sinais e se expressar.